#Entrevista com Larissa Siriani

Oi pessoas! Aqui é o Willian passando de novo para deixar outra entrevista que fiz esses tempos. Para quem não viu, a última foi com a Marcela Tissot (do Projeto IMAGINE). Dessa vez o bate-papo será com a Larissa; com 20 anos, é blogueira, estudante de cinema e escritora, tendo já no publicado os livros ARDENTE PERIGOTODA GAROTA QUERVERMELHO SANGUE AS BRUXAS DE OXFORD – esse último, em especial, será relançado esse ano; saiba mais sobre o evento.

Então sem mais delongas; pra quem ainda não conhece, um pouquinho da Larissa:

***

RK Book’s – Olá Larissa, muito obrigado por disponibilizar um pouco do seu tempo pra nós aqui do RK Book’s.
Larissa – O prazer é todo meu! Obrigada por me chamarem. :)

R – O primeiro volume da sua trilogia “O Coração da Magia” – ou seja, o “As Bruxas de Oxford” – está para ser relançado agora em 2013 pela editora Literata com capa e diagramação novas (que por sinal estão lindas). O que você pode nos contar sobre essa nova fase da sua carreira?
L – Por enquanto ainda estou no campo do planejamento e da incerteza. Já começo 2013 com o pé direito no relançamento do Bruxas e estou cheia de expectativas boas, mas a verdade é que dá pra dizer muito pouco por enquanto sobre como vai ser e o que nos aguarda. O que tenho bastante certeza no momento é que vou focar ao máximo na trilogia esse ano; o primeiro volume já está pra sair, o segundo já está nas mãos da editora, e muito em breve começo a trabalhar no terceiro. Não quero perder o ritmo e espero trazer novidades muito em breve! Mas é só o que posso dizer.

R – Todo leitor e fã adora pegar dos seus favoritos frases com que se identificam para usar como citação: a famosa quote. Você tem alguma quote favorita dentre suas leituras preferidas? E nos livros que você escreveu; há alguma frase que você olhe e pense: “isso daria uma ótima quote”?
L – Eu sou péssima em gravar quotes, na verdade! Isso me deixa super frustrada, porque às vezes o livro que estou lendo tem frases ótimas e eu simplesmente não memorizo, nem me ligo de anotar na hora. Mas estou com uma recente na cabeça, então vou dizê-la pra não esquecer depois. É do livro A Culpa é das Estrelas e eu a achei maravilhosa: “Alguns infinitos são maiores do que outros.” Quanto as que eu escrevi… tem várias, mas cai naquela mesma história da minha falta de memória! Vermelho Sangue foi quase inteiro escrito em cima de frases que me surgiam do nada e eu ia anotando e encaixando na história. A minha preferida é “Pior do que ter seu coração arrancado é não ter um pra arrancar”. Resume todo o sentimento da história e, principalmente, da Beni (a protagonista).

R – Alguma cena do seu livro já te sobrecarregou? Te abalou emocionalmente, deixou psicologicamente (ou mesmo fisicamente) cansada, irritada, etc.
L – Várias. Toda vez que escrevo cenas de morte, ou lutas ou discussões mais acaloradas entre os personagens, isso mexe comigo. Choro toda vez que mato um personagem, fico toda tensa durante cenas de luta e sempre que termino de escrever uma discussão, estou vermelha e ofegante como se eu estivesse ali gritando! É meio louco, mas a gente vivencia as coisas através da história, de certa forma. Não dá pra se distanciar.

R – Você considera isso um ponto bom? Não sei se essa seria a palavra correta, mas: “saudável”? Entrar no personagem e vivenciar as emoções da cena com essa intensidade, digo. Ou preferiria conseguir trabalhar isso se envolvendo menos?
L – Não sei se é “saudável”, mas acho que é o que dá emoção pra cena. Se eu não me envolvesse tanto, especialmente narrando em primeira pessoa, como costumo escrever, acho que tudo ficaria muito raso e insosso. Se nem eu consigo sentir, como esperar que os leitores sintam? Por mais louco que seja esse envolvimento, acho que é a parte bonita do trabalho, que torna tudo tão real pra mim e pra quem lê.

R – Você não só escreve como também grava vários vídeos sobre diversos temas para seu canal do YouTube. Quando surgiu essa ideia e como tem sido essa experiência?
– Eu nem sei direito de onde surgiu a ideia do vlog. Acho que veio de ver alguns autores fazendo vídeos, e de achar que era uma ferramenta bacana pra interação com o público e pra dar minhas opiniões. Foi bem difícil no começo, porque eu levo muito mais jeito pra escrever que pra falar, e tinha sempre aquela sensação de que eu estava despejando um monte de besteiras no vídeo e que todo mundo ia achar que eu era maluca. No fim das contas, ou eu não sou maluca, ou todo mundo é maluco também, porque deu certo! Eu perdi a vergonha da câmera e fiquei mais segura. Hoje eu passo mais tempo planejando novos vídeos que novos posts escritos, e me divirto muito com isso. Tem tido um retorno muito bacana, e cada resposta positiva é um incentivo a mais pra eu levar adiante!

R – Dentre esses vídeos, vários deles dão dicas para novos autores, conselhos – creio que de acordo com seu conhecimento pessoal do mundo literário – para a escrita, o que demonstra seu apoio aos novos escritores que têm surgido no mercado brasileiro. Como você encara a situação da literatura nacional atualmente?
L – Que pergunta difícil! Mas vamos lá. Acho que estamos num bom momento, considerando a maior receptividade dos leitores. É um trabalho que vem sido feito durante anos, e chegamos num ponto bom (mas não o bastante!) em que publicar um livro não é mais sinônimo de ter que implorar pras pessoas lerem. Leitores e editoras estão mais abertos à literatura nacional, e é claro que isso me deixa muito feliz. Mas ao mesmo tempo, também tem muito trabalho a ser feito. Acho que sempre vai ter. Seja pra formar novos leitores, seja pra convencer os já existentes de que, oi, estamos aqui e somos bons contadores de histórias, nós autores ainda temos um longo caminho pela frente.

R – Tem alguma mensagem ou conselho que deseja deixar para os novos escritores que têm surgido?
– Muita calma e muita paciência nessa hora! Calma porque a gente não precisa publicar a primeira coisa que escreve, porque precisamos estar prontos, porque a vida de um escritor não gira só em torno da publicação. Paciência porque nem todo mundo vai nos dar uma chance, porque vamos tomar muitas portadas na cara, e porque a batalha é longa. Mas vale a pena. Invista em você e corra atrás do que você quer, sem desistir, por pior que pareça. Vale muito a pena!

R – Uma última pergunta: um tema muito recorrente no mundo literário agora tem sido os e-books. Como autora e leitora, como tem visto essa nova porta que se abre?
L – Fico dividida tanto como autora como quanto leitora. Por um lado, é ótimo ter a opção dos e-books. Eles são (teoricamente) mais baratos, ocupam menos espaço, são mais portáteis. Mas não tem a magia do peso e do cheiro do livro na nossa mão, são mais dados a certos perigos de pirataria e, vamos combinar, não é todo mundo que tem dinheiro pra bancar um e-reader. Como leitora, particularmente não gosto, mas nunca realmente fiz uso pra ter uma opinião aprofundada. Como autora, acredito no potencial, mas também fico receosa.

***

Nós aqui do RK Book’s agradecemos à Larissa por disponibilizar um tempinho pra gente e para os nossos leitores. Lembrando que – pra quem é de São Paulo – vale conferir o evento do relançamento do AS BRUXAS DE OXFORD em abril.

Bem, é isso aí! Quem gostou vota e comenta. :D Valeu pessoal, até a próxima!

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