#Resenha | Tarântula

Capa - Tarântula - Thierry JonquestTÍTULO: TARÂNTULA

AUTOR: THIERRY JONQUEST

TÍTULO ORIGINAL: MYGALE

PÁGINAS: 160

EDITORA: RECORD

SKOOB: http://www.skoob.com.br/livro/191485


Aterrorizante e cruel. Uma história meticulosamente criada, para arrepiar até o ultimo fio de cabelo e surpreender inclusive o mais sagaz dos leitores.

Ève, Lafargue, Vincent, Alex e Tarântula. Quatro, cinco, ou talvez três personagens. A história deles se confunde, mas ao mesmo tempo é totalmente diferente.

Unidos por um mesmo acontecimento. Presos na mesma teia, sujeitos a se enfrentarem quando menos esperam.

Enquanto uma é obrigada a realizar perversões que fogem do controle, outro vê sua identidade se esvair cada vez mais, e o pior, não pode fazer nada a respeito.

Enquanto um elabora o plano de fuga perfeito, outro vive uma vida dupla, cheia de segredos.

Mas logo, o destino de cada um deles, dependerá das escolhas que o outro tomar.

Cena do Filme

Narrado de forma meticulosa e sagaz. Tarântula é uma armadilha para os leitores, capaz de não apenas prender, como também de sugar todas as suas forças, atando-o até o fabuloso desfecho.

A HISTÓRIA: Thierry Jonquet consegue criar uma história meticulosa e sagaz. Extremamente inteligente.

Um dos pontos mais marcantes de toda a narrativa é com certeza esse:

“Você ia rápido. O vento inflava sua camisa, que estufava e estalava. Insetos esmagavam-se em sua viseira, seu rosto, mas você não sentia mais calor.
Levou tempo até você começar a se preocupar com a presença daqueles dois faróis brancos, esburacando a escuridão no seu encalço. Dois olhos elétricos, apontados para você, implacáveis…”

Neste trecho o autor descreve a fuga de um dos personagens e, bom, faz de um jeito um tanto quanto interessante, afinal, descreve tudo como se estivesse falando DE VOCÊ e COM VOCÊ. Isso deixa o clima do livro muito, muito mais tenso do que seria normalmente e, confesso, eu meio que fiquei cismado enquanto lia essa descrição, que dura em torno de três ou quatro páginas. Ou seja, isso, por si só já gera uns bons momentos de apreensão.

O Restante do livro varia entre as histórias das várias pessoas envolvidas na narrativa e, pouco a pouco, é como se uma aranha invisível fosse interligando os vários fios da teia, dando forma a novela e deixando o leitor cada vez mais “ligado” ao que está acontecendo. Chegando ao ponto de ser impossível interromper a leitura.

E, bom… o Gran-finale vai deixar qualquer um de cabelo em pé, Jonquest foi, não apenas feliz, como incrivelmente sagaz ao terminar o livro. Só posso dizer… é surpreendente, surpreendente, surpreendente.

O FILME: O livro TARÂNTULA, deu origem ao filme A PELE QUE HABITO.

Bom, primeiro, você deve estar se perguntando, que diabos tem haver TARÂNTULA com APQH… Bom.

1)      O livro não tem muito haver com ARANHAS, por isso, se você tem Aracnofobia, não se preocupe, não vão ter trechos que descrevem aranhas saltitando nas páginas. >.<
O significado, na verdade, é bem mais intrínseco, um pequeno detalhe que é revelado logo nas páginas iniciais do romance e, não, você não vai ficar sem dormir a noite. Er… Talvez fique, mas não será por causa da Tarântula. ;*

Capa Filme – A Pele que Habito

2)       O filme foi chamado de A PELE QUE HABITO justamente para evitar esse pequeno engano com aranhas e para o título ficar um pouco mais “comercial”. Porém, existe uma pequena diferença entre o livro e o filme, que foi também essencial para essa diferença de nomes, mas só dá para descobrir lendo E assistindo.

3)      Os personagens não são 100% iguais, temos alguns acréscimos, mas não comprometem muito o desenrolar da história, que é bem parecido com o do filme. Divergindo em alguns pontos apenas.

Ambas as obras são recomendadíssimas, tanto o livro como o filme, pois são de extremo bom gosto e verdadeiras obras-primas.

P.S.: Se você cansou daqueles romances longos, enrolativos e… grossos, aproveite! Tarântula é fininho, com suas 160 página, proporciona uma leitura rápida, mas sem perder o bem-bolado e o suspense.

A CAPA: Ok, não gostei TANTO ASSIM dela, acho que este era um daqueles momentos em que é interessante trocar a capa do livro pela do filme. Porém, ela é uma forma de deixar um pouco mais explícito o assunto que será tratado no livro, no caso a Cirurgia plástica, entre outros assuntos relacionados a esse meio.

Resumindo, não é feia, mas também não é algo que serve como um atrativo para o leitor, não causa tanto impacto quanto deveria.

UMA PALAVRA QUE DEFINIRIA O LIVRO: Inteligente.

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