Cinco livros que você deveria ler nas férias

Se você não é sortudo como eu, que por milagre terei um mês de férias (dancinha da vitória nerd), mas quer aproveitar as melhores leituras que esse mês pode oferecer… Bem, separei as dicas que acho importante para todo amante da leitura:

1.      A dança dos dragões – George R. R. Martin

 “Dead things in the woods, dead things in the water.”

Tenho algumas teorias sobre quem não sabe nada sobre As crônicas de gelo e fogo, elas incluem coma, sequestro alienígena, viagem no tempo, viagem espacial ou uma mistura das opções anteriores.

No quinto volume da série o autor retoma alguns personagens que não apareceram no quarto livro. Se você ainda não conseguiu colocar a série em dia, sim, eu não estou nem na metade do terceiro livro ainda – A tormenta de espadas – esta dica serve de convite para iniciar ou retomar a série mais vendida dos últimos tempos.

 

 

2.      O prisioneiro do céu – Carlos Ruiz Zafón

Minhas dicas são totalmente pessoais e baseadas em meu gosto literário, afinal, quem não faz isso?! O prisioneiro do céu é a continuação de um dos meus livros favoritos, se não for o favorito, A sombra do vento.

Zafón é um mestre apaixonado por livros e demonstra isso através da escrita com maestria. Sua Barcelona é recheada de mistérios e névoas de romance melancólico. De presente para os fãs de seu romance anterior ou anteriores se você contar com O jogo do anjo, ele revisita um dos locais mais bacanas já inventados na literatura: O cemitério dos livros esquecidos.

– Este lugar é um mistério, Daniel, um santuário. Cada livro, cada volume que vês, tem alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram e viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém desliza o olhar pelas suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se forte. Há já muitos anos, quando o meu pai me trouxe pela primeira vez aqui, este lugar já era velho. Talvez tão velho como a própria cidade. Ninguém sabe de ciência certa desde quando existe, ou quem o criou. Dir-te-ei o que o meu pai me disse a mim. Quando uma biblioteca desaparece, quando uma livraria fecha as suas portas, quando um livro se perde no esquecimento, os que conhecemos este lugar, os guardiães, asseguramo-nos de que chegue aqui. Neste lugar, os livros de que já ninguém se lembra, os livros que se perderam no tempo, vivem para sempre, esperando chegar um dia às mãos de um novo leitor, de um novo espírito. Na loja nós vendemo-los e compramo-los, mas na realidade os livros não têm dono. Cada livro que aqui vês foi o melhor amigo de alguém.”

– A Sombra do Vento

3.      A fantástica literatura queer – Volume Amarelo

Essa coletânea é responsabilidade de Cristina Lasaitis e Rober Pinheiros, primeira tentativa de unir a literatura GLBT (GLS, GLBTT ou de A a Z) à literatura especulativa no Brasil, gênero muito bem sucedido em outros países, obrigado.

Personagens héteros, gays, bis, transexuais ou sem rótulo algum, que em base é a função principalmente dessa série que já conta com os volumes Vermelho e Laranja – a previsão é trazer todas as lindas cores do arco-íris -.

Se os livros não servirem para quebrar paradigmas e abrirem mente, não sei o que é capaz de fazer isso.

 

4.      Ruas estranhas – Vários

Muita gente vai torcer o nariz e virar a cabeça como a Linda Blair em O Exorcista, mas esse livro não está na lista por conta do nome de George Martin escrito em neon vermelho e 3D na capa, mas sim porque sou um fã antigo do gênero fantasia urbana, que é o tema dos contos nele presente.

Fantasia urbana é quando você geralmente usa uma cidade como cenário para tramas com fantasia. Coisas já vistas em True Blood ou em partes de Harry Potter. Não confunda Romance Sobrenatural com Fantasia Urbana, Fantasia Urbana sobrevive sem romances, casais água e açúcar e toda aquela pegação desnecessária entre as páginas.

No fim das contas Martin apenas escreveu a introdução da obra. Todos os autores participantes são conhecidos – nem todos no Brasil -. Os que mais me interessam são Charlaine Harris, autora de As crônicas de Sookie Stackhouse (adaptado pela HBO para True Blood); Conn Iggulden, romancista da série O Imperador e Diana Gabaldon, responsável pelos romances históricos da série Outlanter (Editora Rocco). E os outros não ficam nenhum pouco atrás desses grandes nomes.

5.      A visita cruel do tempo – Jennifer Egan

“É essa a realidade, não é? Vinte anos depois, a sua beleza já foi para o lixo, especialmente quando arrancaram fora metade das suas entranhas. O tempo é cruel, não é? Não é assim que se diz?”

 

Este livro é para os leitores um pouco mais experientes, mas não se limite a não lê-lo se você não for um. Jennifer Egan recebeu o Prêmio Pulitzer, muitíssimo merecido. O romance ou ‘ciclo de contos’ cobre cinquenta anos de história enquanto brinca com a cronologia.

O livro fala de Bennie, um talentoso executivo musical; Sasha,  a assistente cleptomaníaca e uma teia de outros personagens interessantes que hora são secundários, hora são protagonistas.

Cada capítulo, ou conto, é narrado por um personagem diferente e em escrita diferente. Primeira, segunda e terceira pessoa, além de slides do Power Point são utilizados de maneira perfeita.

O tempo é o que une os personagens, o tempo que é cruel e embalado em rock’n roll para ser digerido com menos dor, medo e angústia…  Ah, o tempo.

Aparentemente acabei enganando você, infelizmente nunca disse que seria totalmente fiel em indicar apenas cinco livros, pelas minhas contas chegam há uns 40 títulos se formos correr atrás das séries completas dos autores que eu citei ou as obras anteriores aos livros indicados.

Mas a leitura é isso, não? Sempre estar insatisfeito com a quantidade de coisas que ainda não lemos.

Minha lista não é absoluta e muita menos perfeita. Talvez eu não leia esses títulos, talvez eu puxe outro na estante da minha biblioteca ou empreste um livro de que nunca ouvi falar de um amigo da tia-avó.

Só te desejo duas coisas por hora: Boas férias e boas leituras!

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3 comentários sobre “Cinco livros que você deveria ler nas férias

  1. Muito legal a estréia! Nas férias (que eu não terei) tento terminar a Batalha do Apocalipse. Tento. Beijos e até a próxima!

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