Em Breve | A Passagem Vol. II – Os Doze

A PASSAGEM foi, com a mais absoluta certeza, um dos melhores livros sobre vampiros que li.
O Volume 2 já foi lançado e, estou torcendo para a editora Arqueiro apressar o lançamento aqui também!


O mundo mudou. Da vida antes dos virais restam apenas alguns vestígios e a pouca tecnologia necessária à sobrevivência. Mas a chegada de Amy veio mudar tudo e, entre a certeza de que os meios que restam não durarão para sempre, a necessidade de reagir ao que parece ser um comportamento invulgarmente organizado da parte dos virais e o pressentimento de que Amy é a chave para um segredo que ninguém consegue ainda compreender, a necessidade de partir torna-se imperiosa, tal como a busca de respostas para as muitas perguntas sobre o estado do mundo. Ou do que dele resta.
Tudo o que de bom havia no primeiro volume surge, nesta segunda parte, com ainda maior intensidade. Mantém-se a escrita envolvente e o enredo cresce em complexidade, sem que com isso se perca a força cativante que, com o evoluir da narrativa, se foi tornando mais forte. Mantém-se também o foco na necessária luta pela sobrevivência, mas se, no primeiro volume, era entre a fuga e a resignação que as atitudes dos intervenientes oscilavam, há agora uma busca por respostas, por um vislumbre da verdade… por uma remota hipótese de salvação. E o mais interessante é que os motivos desta busca não são completamente racionais, nem completamente evidentes desde o momento em que se iniciam. Pressentimentos, necessidades inexplicáveis e uma esperança imensa, mas indefinida, têm tanta importância no percurso de Peter, Amy e os seus companheiros, como as questões práticas que eliminaram a opção de simplesmente permanecer na colónia.
Mas há mais a fazer deste livro uma obra marcante. Há, para além da conjugação certeira entre ação, contexto e emotividade, uma grande atenção às pequenas coisas, ao lado pessoal de uma viagem que, apesar da sua relevância global, é feita por indivíduos. Não é só a necessária oposição entre humanos e virais. É a força dos laços familiares e a aceitação de separações, a intensidade de grandes amizades e a necessidade de as deixar partir, a descoberta de um amor em tempos mortais e a ideia de não poder viver essa ligação. São, afinal, os sentimentos que definem o ser humano, em conjugação com uma situação de limite, uma série de descobertas que abrem mil novas perguntas e o pressentimento de uma mudança iminente.
Complexo, mas cativante, com um cenário negro, mas cheio de pontos de interesse e levantando algumas questões importantes, um livro que fica na memória. Marcante, surpreendente… e muito, muito bom.
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